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Cadeirinha reduz em até 71% o risco de morte em colisão

Cadeirinha reduz em até 71% o risco de morte em colisão

Médicos lançaram manifesto contra proposta que prevê fim da multa

Após o presidente Jair Bolsonaro apresentar ao Congresso um projeto de lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro, médicos se manifestaram contra a proposta de fim de punição para quem não usar a cadeirinha nos carros para transportar crianças.

De acordo com entidades médicas e voltadas na segurança no trânsito, um estudo realizado na cidade de São Paulo pela Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito, Johns Hopkins e USP mostra que 47% dos motoristas não utilizam a cadeirinha ao transportar crianças em veículos.

Os bancos dos carros e os cintos de segurança são projetados para pessoas com mais de 1,45 m de altura (esta altura é atingida por volta dos 11 anos de idade).

Sendo assim, para que a criança esteja de fato protegida em caso de um acidente de trânsito, é essencial que ela utilize o equipamento correto para sua idade, peso e altura. Esses dispositivos, quando usadas corretamente, reduzem em até 71% o risco de morte em caso de colisão.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em parceria com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e a ONG Criança Segura Brasil, divulgou na última quarta-feira (5) um manifesto contra a proposta de fim da multa. Na avaliação das entidades, o texto, que ainda deverá ser debatido e precisa ser aprovado pelos parlamentares, traz riscos à integridades das crianças.

O manifesto destaca que entre 2008 e 2017, um total de 75.183 crianças de zero a nove anos foram hospitalizadas em decorrência de acidentes de trânsito. De 2001 a 2016, óbitos nessas faixas etárias chegaram a 18.954.

Quase a metade desses registros (45%) envolviam crianças de até quatro anos de idade.

Para a SBP, a situação merece o manifesto público contra essa proposta contida no Projeto de Lei (PL) que pode implicar no aumento de hospitalizações e de mortes e de sequelas de milhares de crianças e adolescentes no Brasil.

“Se a Presidência da República avança ao incluir no Código de Trânsito Brasileiro (CBT) a necessidade de que os veículos que transportem crianças contenham aparatos de segurança, o que hoje é regulado apenas por meio de resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por outro lado ela torna essa exigência inócua ao liberar os infratores de penalidades, como previsão de multa e inserção de pontos na carteira do motorista”, diz trecho da nota.

“Nesse sentido, entende-se como perigosa e inoportuna a proposta encaminhada ao Congresso Nacional pela Presidência da República que prevê apenas punição com advertência por escrito aos motoristas que transportarem crianças sem cadeirinhas ou assentos adaptados para as que têm até sete anos e meio”, ressalta.

Especialistas em prevenção de acidentes são categóricos ao afirmar que apenas campanhas educativas não são suficientes para reduzir o número de mortes no trânsito.

É preciso que a essas campanhas se aliem leis e fiscalização que reforcem a importância do uso desses equipamentos e até mesmo que sejam feitas mudanças estruturais, como a redução da velocidade máxima permitida nas vias.

Fonte: Destak

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