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Um Poema Para o Prêmio Nobel

Elisa Barreto, de 81 anos, e Paulino Rolim de Moura, de 86, também têm toda sua história entrelaçada à do bairro.

Se conheceram na Penha, casaram-se na Igreja Matriz Nossa Senhora da Penha de França, mudaram da cidade duas vezes, mas acabaram voltando a morar ali.

“Não nos acostumamos em outro lugar”, dizem.

Agora, querem trazer para a Penha o Prêmio Nobel da Paz.

Elisa tem oito livros de poesia publicados e este ano enviou sua inscrição para concorrerá consagrada premiação.

A antiga idéia foi retomada em 2003 pelo casal, quando Elisa compôs Paz, poema que exalta a importância em se obter a paz mundial.

Seu marido gostou tanto que mandou construir uma escultura em aço escovado e vidro, na qual gravou o poema, e a peça foi chamada de “Homenagem à ONU”.

Os versos, com fotos da obra foram enviados a diversos artistas, escritores, poetas brasileiros e estrangeiros, além de políticos, dirigentes e organizações.

Uma das entidades que receberam o poema, já vertido para o inglês, foi a Organização das Nações Unidas (ONU).

“Sempre achei que o Brasil deveria concorrer ao Prêmio Nobel da Paz. O prêmio tem 103 anos e nenhum brasileiro jamais ganhou”, argumenta Paulino.

Ele mostra orgulhoso o recibo do correio, no qual consta a postagem do volume de 730 gramas enviado ao comitê do Prêmio Nobel, na Noruega.

Integram o dossiê uma cópia do poema em homenagem a John Kennedy publicado na Times of Brazil, cartas de amigos e admiradores de Elisa – incluindo uma do jornalista Eugênio Cantero, dono da Gazeta Penhense –, a resposta de Kofi Annan a uma carta sua, recortes de jornais e revistas, entre outros documentos.

Na entrada do escritório, que fica no quintal da casa, um painel exibe a letra do Novo Hino Nacional, escrita também por Elisa.

Mudar a letra do hino brasileiro é outra causa pela qual o casal vem trabalhando.

“A letra atual é elitizada e longa demais, o hino precisa ser acessível ao povo”, defendem Paulino e Elisa.

A nova letra, que se encaixa na melodia original composta por Francisco Manuel da Silva, tem apenas cinco estrofes, e o refrão é: “Brasil, este gigante bem desperto,/ cuja grandeza a todos extasia,/ expõe seu patrimônio a céu aberto,/ nas lutas, na vontade e na energia.”

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