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Rua que abriga quartel onde Temer está preso é considerada pela polícia ‘a mais segura’ de SP

Rua que abriga quartel onde Temer está preso é considerada pela polícia ‘a mais segura’ de SP

Via de duas quadras abriga oito batalhões da PM, entre eles Rota, Cavalaria e Tropa de Choque.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) está preso na rua de São Paulo considerada pela Polícia Militar (PM) “a mais segura” da cidade.

Após passar quatro noites detido em uma sala na sede da Polícia Federal (PF) na capital, na Lapa, Zona Oeste, Temer foi transferido na segunda-feira (13) para o Comando de Policiamento de Choque (CPChoque), localizado no final da Rua Jorge Miranda, na região da Luz, no Centro.

Com apenas duas quadras, a via abriga nada menos que oito unidades da PM – incluindo a sede das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da Cavalaria, do Museu da PM e do 2º Batalhão de Polícia de Choque (responsável pela atuação em grandes eventos, como partidas de futebol, e também controle de distúrbios civis, como protestos).

A transferência ocorreu porque a PF alegou não possuir uma “sala de estado maior”, que Temer teria direito por ser ex-presidente e advogado, oferecendo mais conforto e comodidade.

O presidente agora está em uma sala com frigobar, cama, mesa e banheiro. Ela era utilizada pelo subcomandante da unidade.

Todas as janelas do CPChoque estão com as cortinas baixadas para evitar que fotógrafos ou cinegrafistas consigam flagrantes da movimentação.

Na rua ficam ainda o Hospital Odontológico da PM, o Centro Integrado de Comando e Controle de Segurança, e, em uma esquina transversal, a Corregedoria da corporação.

O faxineiro Maurício de Souza, de 30 anos, varre a rua há um ano a serviço do Liceu de Artes, onde trabalha. Ele disse que nunca viu ou soube de nenhum crime no local.

“Acho que ninguém nunca foi roubado aqui. Não tem como. O Choque aqui na frente, a Rota aqui do lado. Eles não roubam aqui, porque não tem nem como fugir. É muita polícia junta, é muito seguro aqui”, disse ele

“O pessoal (criminosos) tem medo de vir aqui para esta rua, porque quem anda aqui a maioria é polícia. Então, eles não roubam, né”, afirma ele. “Mas na rua do lado, é roubo quase todo dia.”

G1 solicitou à PM os indicadores criminais da Rua Jorge Miranda. A assessoria de imprensa da corporação informou, por telefone, que os dados na rua seriam “zero”, mas que não poderia passar detalhes, pois não possui indicadores da rua, apenas de bairros e regiões.

Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que não possui os dados por logradouro.

A cozinheira Marta Silva Costa, de 47 anos, vende há quatro anos bolos na rua Jorge Miranda, próximo ao quartel onde Temer está preso.

“Aqui não tem risco nenhum, é só polícia que passa, o dia inteiro. A maioria dos meus clientes são policiais. Nunca vi nenhum crime, assalto, nada por aqui. É polícia que passa o dia inteiro, me sinto segura”, diz ela.

Marta espera que as vendas aumentem com a chegada de Temer à rua. “Até agora, são só poucos jornalistas que passaram por aqui, mas não sabemos quanto tempo ele ficará. A rua é a mais segura da cidade, com certeza”, acrescenta a vendedora.

O mecânico aposentado Manoel Formigaro faz caminhada diária na rua Jorge Miranda, porque se sente seguro.

“Eu venho para cá porque é mais seguro, a gente se sente seguro. Supostamente, estamos protegidos. Eu moro próximo e venho para cá caminhar, é bem arborizado também”, diz Formigaro.

Por que Temer está preso?

O ex-presidente foi preso pela primeira vez em 21 de março deste ano. O Ministério Público (MP) argumentou que o consórcio responsável pela construção da Usina de Angra 3 pagou propina ao grupo político de Temer.

Na ocasião, foram presos Temer, o coronel Lima, o ex-ministro Moreira Franco, entre outros. Os advogados, então, entraram com pedido de liberdade no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

O desembargador Antonio Ivan Athié analisou o caso e mandou soltar os presos. No entanto, como se tratava de uma decisão provisória, o caso ainda teria de ser discutido por um colegiado de desembargadores.

Foi o que aconteceu na semana passada. Por dois votos a um, a 1ª Turma Especializada do TRF-2 determinou a volta de Temer para a prisão, alegando que a medida era necessária para a garantia da ordem pública.

O coronel Lima também voltou a ser preso. A liberdade de Moreira Franco foi mantida.

Fonte: G1

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